Os escândalos envolvendo todos os níveis dos três poderes não param de surgir.

O que nós brasileiros estamos fazendo para mudar isso?

Não parece que o bonito e democrático caminho das urnas tem sido efetivo para promover mudanças.

Pergunto: QUANDO IREMOS AS RUAS?

Sugestão para primeira pauta:

- FORA SARNEY! Que seja o último coronel da politica nacional.

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Quem buscasse há um tempo atrás no Google, no estou com sorte, o termo “vergonha nacional”, seria automaticamente direcionado ao portal do senado. Injustiça!! Vou explicar.

A outra casa (como eles gostam de se referir), que não é da mãe Joana, dos nossos digníssimos deputados, não deixam em nada o senado para trás. Assim como também o fazem nobres deputados estaduais e vereadores. Mas não é disso que estou falando.

Como todo brasileiro pensante você sabe muito bem que as falcatruas, roubalheiras, esquemas, e toda a sorte de improbidades não se esgotam no legislativo. O executivo e o judiciário também estão de parabéns nesses quesitos. Mas também não é disso que estou falando.

A forma como se tratam os novos  escândalos (novidade mesmo, só para nós) chega a animar incautos, enfim vai melhorar, eles pensam, como eu já pensei. Mas, infelizmente, quem já é um pouco mais vivido já cansou de ver esse filme. Teve até o épico episódio envolvendo Roberto Jefferson e o neocareca Marcos Valério, o supra citado Mensalão e a tão prometida revolução no modo de se fazer política. Cadê?

Mas por quê? Por que há tanta roubalheira? Tanta falta de respeito com a população?

Você sabe! A verdadeira vergonha nacional está mais perto.

Compras de recibos (frios, naturalmente) para abatimento em imposto de renda (leia-se sonegação) nessa época do ano são um assunto tratado sem qualquer cerimônia, com muita naturalidade. Chega-se a falar que ser honesto é ser otário. Você pensa assim?

Todo brasileiro é assim? Não se engane. Não é atoa que a Casas Bahia cresceu tanto, investiu em bons pagadores.

Essa corrupção enraizada, institucionalizada, é de uma dimensão proporcional ao nível de renda. Inclusive no funcionalismo público. Vá ver se o porteiro não cumpre o seu horário. Agora o amigo do diretor, aí é diferente, o doutor, esse tem outros compromissos, tudo se compreende, de quem entende (ou deveria entender) que um país se constrói com respeito pelos seus concidadãos. Que tal o Juiz que tinha escravos em sua fazenda?

Quem é pobre não paga imposto por que não deve, não ganha. Muitos não tem nem condição intelectual para serem corruptos. Você nunca conheceu um caipirão inocente?

Enquanto isso, no Amapá, o povão grita “ei, ei, ei, o Sarney é o nosso Rei”.

Isso não te envergonha?

E não adianta achar que você na verdade é muito melhor que essa gentinha, afinal é oriundo de uma pura linha européia. Não, você é pior. Você é brasileiro e sustenta, por falta de ética e respeito, essa pobreza. Além disso é hipócrita de não perceber isso. Isso sim é motivo para sentir vergonha.

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