Saca só a raiva no editorial da Folha de 20 de Março em resposta as acusações de perseguição e calúnia passadas a exaustão nos seus telejornais…
Os ataques da Record

A REDE RECORD , que explora uma concessão pública de TV e pertence ao mesmo proprietário da Igreja Universal do Reino de Deus, vem desfechando ataques contra esta Folha em seus noticiários. Pretende mover algo como uma campanha, pois a mesma mixórdia de reportagem canhestra e investida comercial tem sido repetida à exaustão.
O motivo de tanta ira, agora, é o desagrado diante da independência jornalística da coluna de TV publicada pelo jornal. Assinada pelo repórter Daniel Castro, a coluna pode cometer eventuais falhas, que são retificadas do modo transparente com que este jornal costuma fazê-lo. Mas tem procurado agir com máxima isenção, sobretudo em face do duelo feroz entre a Record e a emissora líder no país, a Rede Globo. Entre ambas, a Folha toma o partido de seu leitor, que deseja ser informado.
O que é prática de jornalismo verdadeiro se torna -na percepção tosca dos atuais dirigentes da Record, acostumados a reduzir qualquer questão a seu aspecto comercial- uma suposta campanha contra a emissora. A mesma percepção levou a Igreja Universal a orquestrar litigância de má-fé na Justiça contra este jornal e a repórter Elvira Lobato, por conta de reportagens sobre subterrâneos financeiros daquele empreendimento religioso.
Negócios e religião não deveriam caminhar juntos. A atividade religiosa é isenta de impostos. Até por esse motivo a sociedade tem todo o direito de conhecer os vasos comunicantes que ligam a Igreja Universal aos tentáculos de seus vários ramos de negócio. A reação destemperada da Record é um mero incentivo para que a Folha insista em esclarecer o que parece tão imprescindível manter oculto.

Pasmem, mas é verdade. Depois da enorme repercussão negativa da excomunhão da mãe e profissionais envolvidos no aborto da gravidez gemelar da criança de nove anos a Igreja Católica no Brasil “reviu” sua postura. Vale lembrar que a postura havia sido defendida por um Cardeal do Vaticano (nossa, quanta autoridade!).

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, a CNBB analisou o fato, e como a mãe da menina estava sob muita pressão, medo que a filha fosse morrer (deve ter sido idéia de algum médico influenciado pelo Capeta, tudo sairia como Deus quer!). Assim não se configura o pecado tão abominável, matar inocentes.

Agora, além de confundir as Leis de Deus e os ensinamentos de Cristo com as Leis da (imaculada) Igreja Católica, a Igreja mostra incoerência e contradição.

Como eu havia dito, dessa confusão, valeu a discussão. E nessa, a Igreja Católica saiu mais uma vez enfraquecida, por seus erros, e não pela emersão das forças demoníacas na Terra (que é como alguns colocam o enfraquecimento da igreja).

Viva a racionalidade!

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